10 perguntas frequentes sobre o vinho argentino

Em destaque / Infográficos / Notícias / Tendências / 22 Junho, 2020

By: Alejandro Iglesias

Aprender sobre vinhos implica conhecer muito mais do que o nome do produtor ou com qual cepa eles foram elaborados. É importante conhecer a história dos países produtores, assim como as características diferenciais de cada região. Para nós que falamos sobre o vinho argentino para o mundo, normalmente chegam perguntas frequentes, das quais destacamos as seguintes.

 

DESDE QUANDO VINHOS SÃO ELABORADOS NA ARGENTINA?

A Argentina é parte do Novo Mundo do vinho, mas sua vinicultura começou a se desenvolver em 1551 com a chegada das primeiras missões jesuítas à região. Aqueles primeiros vinhedos com finalidades religiosas foram cultivados na atual província de Santiago del Estero onde a atividade vitivinícola não prosperou. Já no século XVII, vinhedos começaram a ser desenvolvidos na zona oeste do país aos pés da Cordilheira dos Andes. No século XIX a atividade vitivinícola era famosa na região cuyana, principalmente em Mendoza e San Juan, e os vinhos argentinos já eram bebidos inclusive nos países vizinhos.

 

OS VINHOS ARGENTINOS SÃO ELABORADOS SÓ EM MENDOZA?

Não, a Argentina conta com 218.233 hectares de vinhedos (Observatório do Vinho Argentino) distribuídos em 18 províncias. Com 95 % da produção nacional, Cuyo é a principal região vitivinícola e é composta por Mendoza (70%), San Juan (21%) e La Rioja (3,6%). Mas os vinhedos argentinos estão entre Jujuy, na altura do trópico de Capricórnio, até os 45 graus na latitude sul na Patagônia, e não só nas encostas da cordilheira, também existem vides próximas ao oceano em Buenos Aires e na Patagônia.

 

Otronia Vineyardas

As vinhas da Bodega Otronia estão localizadas na região mais meridional da Patagônia, na província de Chubut.

 

O MALBEC É ARGENTINO?

O Malbec chegou ao país em 1853 e graças à sua adaptabilidade aos diferentes terrenos, podemos dizer que é quase argentino. Mas sua origem é Cahors, no sudoeste francês, onde ainda hoje é cultivado. No entanto, o mundo redescobriu a variedade graças aos vinhos argentinos, de modo que é comum o consumidor achar que todo vinho etiquetado como Malbec possa ser da Argentina.

 

A ARGENTINA ELABORA SÓ VINHO TINTO?

Não, a superfície de vinhedos do país é composta por uma extensão de cultivos muito variada, onde as uvas tintas representam 52,85% e as brancas 21%. A Argentina, inclusive, elabora uma excelente qualidade de vinhos brancos que brilham com luz própria. Entre as cepas brancas que se destacam Torrontés, Chardonnay e Sauvignon Blanc, enquanto os white blends são uma categoria em seu auge.

 

QUAL É O PRINCIPAL DIFERENCIAL DA VITIVINICULTURA ARGENTINA?

São muitos, mas vários se devem a uma mesma condição, que é a altitude dos vinhedos. Aproximadamente 50% dos vinhedos do país estão acima de 1000 metros de altitude e podem chegar a até 3100. Esta situação é acompanhada de condições climáticas especiais que exigem precisão na administração da vinha, vindima e elaboração. Por isso, os winemakers argentinos definem suas criações como vinhos de montanha.

 

TODOS OS VINHEDOS ARGENTINOS SÃO JOVENS?

Existem novas regiões vinícolas nas proximidades do Atlântico, na província de Jujuy a 3000 metros de altitude ou na Patagônia com as vides mais austrais do mundo. Mas, em geral, a Argentina conta com cepas longevas em regiões tradicionais, muitas com uma média de 10 a 40 anos (34%), e também existem vinhedos centenários de Malbec, Semillón, Cabernet Sauvignon e cepas Criollas que são únicas no mundo.

 

QUAL É O PRINCIPAL MERCADO PARA O VINHO ARGENTINO?

O mercado doméstico consome cerca de 70% de sua produção. Isto está muito ligado aos hábitos culinários do país e à influência dos imigrantes europeus, de modo que o consumo de vinho no país está enraizado na cultura. Na hora de exportar, os mercados mais importantes são EUA, Reino Unido, Canadá e Brasil.

 

OS VINHOS ARGENTINOS TÊM POTENCIAL DE ENVELHECIMENTO?

O mundo não conhece muitos exemplos de vinhos argentinos envelhecidos, apesar de existirem vários com quinze ou vinte anos que já estão à altura da elite vitivinícola mundial. Além disso, algumas bodegas oferecem garrafas das décadas de 1940, 1950, 1960 e 1970 que deslumbram os paladares mais exigentes do planeta.

 

Bodega Norton

A adega histórica da Bodega Norton valoriza alguns dos mais antigos vinhos argentinos.

 

A ARGENTINA PRODUZ CHAMPAGNE?

Champagne é uma Apelação de Origem francesa que ampara exclusivamente os vinhos espumantes elaborados na região delimitada que lhes dá nome. Com isso esclarecido, podemos garantir que a Argentina é o principal produtor de vinhos espumantes do hemisfério sul a partir de todos os métodos possíveis para a obtenção de bolhas dentro das garrafas: Champenoise, Charmat e Ancestral (Pet Nat). Em termos de estilos, existem os vinhos espumantes secos em todas suas versões e os doces, muito populares na América do Sul.

 

HÁ VINHOS ARGENTINOS COM 100 PONTOS?

Algumas bodegas conseguiram os apreciados 100 pontos de meios internacionais como Robert Parker e James Suckling: Catena Zapata com Adriana Vineyard Riverstone Malbec 2016 e 2018, e com White Bones Chardonnay 2018, Zuccardi Valle de Uco conseguiu com Piedra Infinita Malbec 2016, Viña Cobos com Cobos Malbec 2017, Cheval des Andes com sua colheita 2017 e a Bodega Chacra com o Pinot Noir Chacra 32 2017.

 

Se você gostou desse artigo, não deixe de ler: OS EXTRAORDINÁRIOS NÚMEROS DO MALBEC


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Alejandro Iglesias
Alejandro Iglesias
Alejandro Iglesias (44), apasionado por la gastronomía y las bebidas desde que tiene uso de razón, en 2005 se recibió en la Escuela Argentina de Sommeliers (EAS) y desde entonces se ha desempeñado como cronista especializado en diferentes medios locales (Bacanal, Glamout.com, BeGlam, Magna, Wine+, Revista Joy, Clase Ejecutiva y otros) e internacionales (Revista Sommeliers de Perú, Revista Placer de Uruguay y Decanter del Reino Unido). Como docente de EAS dicta clases en Buenos Aires, Panamá y Costa Rica. En 2013 fue nombra director académico de curso de Sommelier Profesional de la Facultad de Química de Montevideo perteneciente de la Universidad de la República Oriental del Uruguay.




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